Redação
O ano de 2024 está a caminho de se tornar o mais quente já registrado e o primeiro a atingir uma média global de temperatura superior a 1,5 ºC em relação à era pré-industrial, conforme anunciou nesta quinta-feira (7) o observatório europeu Copernicus. Segundo Samantha Burgess, diretora adjunta do serviço de mudanças climáticas (C3S) de Copernicus, "após dez meses de 2024, agora é quase certo que este será o ano mais quente já registrado".
Os dados do Copernicus apontam para um aquecimento global de até 1,55 ºC neste ano, reforçando a urgência de aumentar as metas climáticas na próxima Conferência do Clima da ONU, a COP29, que será realizada em Baku, Azerbaijão, a partir de 11 de novembro. A cúpula tem como um de seus objetivos estabelecer uma nova meta de financiamento para ajudar os países em desenvolvimento a reduzir suas emissões e se adaptar aos efeitos das mudanças climáticas.
O retorno possível de Donald Trump à presidência dos EUA, após ele ter anteriormente descrito as mudanças climáticas como uma “farsa”, traz incertezas adicionais sobre a ambição global para enfrentar o aquecimento do planeta. Segundo a ONU, caso as políticas atuais permaneçam inalteradas, o planeta está se encaminhando para um aquecimento "catastrófico" de 3,1 ºC até o final do século. Mesmo com as promessas atuais de mitigação, o aumento seria de pelo menos 2,6 ºC.
O impacto direto dessas mudanças foi observado nas inundações graves no leste da Espanha, que causaram mais de 200 mortes, principalmente na província de Valência. Dados do Copernicus mostram que a precipitação em outubro superou a média histórica em várias regiões, incluindo a Península Ibérica, França, norte da Itália e Noruega. As chuvas extremas e eventos climáticos severos têm se tornado mais frequentes e intensos, alertam cientistas, devido à intensificação das mudanças climáticas.
Esses alertas sublinham o desafio urgente de evitar que a temperatura média global ultrapasse o limite de 1,5 ºC, meta estabelecida pelo Acordo de Paris de 2015. Embora este objetivo se refira a tendências de longo prazo, especialistas destacam que o mundo precisará de um compromisso profundo e coordenado para conter os piores efeitos das mudanças climáticas, como ondas de calor intensas, secas e chuvas torrenciais.
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